Partimos de El Calafate em direção a El Chaltén pela Ruta 40 e, em seguida, pela RP23. Esse trecho das estradas corta toda a extensão do Parque Nacional Los Glaciares. A presença constante de lagos, cordilheiras nevadas e a solidão do asfalto fazem esse trajeto ser um dos mais bonitos que percorremos em toda a viagem. Por causa disto, levamos quase seis horas para completar o caminho de pouco mais de 200 quilômetros. A quase todos os instantes parávamos para registrar o momento e curtir o visual. Nos últimos quilômetros nos aproximamos do imponente Cerro Fitz Roy, que então estava avermelhado pelos raios do sol de fim de tarde. Rota espetacular, recomendamos a todos os mochileiros.

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Fim de tarde, em direção à El Chaitén.

El Chaltén é um pequeno povoado de mil habitantes que vive em função do turismo local. É conhecido como a “capital nacional do trekking”, fama conquistada por estar aos pés do Cerro Fitz Roy que, com seus 3.405m, é considerado um dos picos mais difíceis de escalar em todo o planeta. Seus imensos paredões verticais de granito, o forte vento e as constantes mudanças climáticas o fez entrar para a lista negra dos alpinistas. Muitos já perderam a vida tentando alcançar o seu topo.

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À direita, o Cerro Fitz Roy: um dos mais temidos do mundo para escalada

Para os aventureiros não profissionais, a região oferece inúmeros trekkings que percorrem as redondezas do Fitz Roy. Pela primeira vez na viagem não demos sorte com o tempo, pegamos muita chuva e neblina, e não tivemos como nos aventurar por nenhuma dessas trilhas.

Aproveitamos para conhecer o Chorrillo del Salto, uma bela cachoeira que fica 5km do centro, e o Lago del Desierto que nos encantou com suas águas cristalinas.

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Águas cristalinas do Lago Del Desierto

Apesar de ter pegado mal tempo na cidade, a visita valeu a pena. As paisagens que cruzamos na estrada e a vista que tivemos do Cerro Fitz Roy e de El Chaltén foram especiais.

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