Chegar em Brasília em uma manhã chuvosa, de um sábado de janeiro, nos deu a impressão de que toda aquela imensidão de concreto estava ali só para nós. Conhecer a capital do Brasil foi uma experiência um tanto quanto diferente. Não imaginávamos que em nosso país existiria uma cidade tão grandiosa e, ao mesmo tempo, solitária como Brasília.

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O imponente Palácio do Congresso Nacional

Visitar o Distrito Federal, a princípio, não estava em nossos planos. Porém, as fortes chuvas deste janeiro nos deixaram um pouco receosos em explorar a Chapada dos Veadeiros, no estado de Goiás, famosa por suas rochas escorregadias. Decidimos, então, desviar o caminho e fazer uma parada em Brasília para rever o nosso roteiro, considerando o mau tempo que estaria por vir.

Já na entrada da cidade, confirmamos o que sempre ouvíamos falar da capital: tudo é muito distante. O “ali pertinho”, que nós mineiros estamos acostumados, não se aplica à Brasília. Chegamos na região do Plano Piloto para conhecer os principais marcos da capital e começamos pela Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.

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A modernista Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

Construída com os pilares curvos de Oscar Niemeyer, sem dúvida alguma, esta igreja católica é um dos edifícios religiosos mais peculiares que já visitamos. Seu teto com vitrais alongados nos dá a impressão de ter tomado o caminho para o céu. Seu interior é claro e com muitos espaços vazios, acompanhando o espírito modernista e o tom monocromático da capital.

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Lindas esculturas compõem a temática da Catedral de Brasília

Da catedral, partimos para o Museu Nacional e visitamos uma exposição que reunia grandes fotografias no estilo Modernista do século XX. Após aprender um pouco mais sobre arte Modernista, fomos em direção à região política da cidade, local que mais nos interessava em Brasília.

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Visitando uma exposição de fotos modernistas do século XX

Visitar o Congresso Nacional e conhecer de onde partem algumas das decisões mais importantes do nosso país é uma experiência que não pode faltar no repertório de qualquer viajante brasileiro. Apesar de gostarmos mais do natural do que do urbano, sabíamos que era essencial dar uma passadinha por lá. Fizemos, então, uma visita guiada e conhecemos o interior do Congresso: do famoso Salão Verde, passando pelo Gabinete do Presidente do Senado, chegamos até o Plenário da Câmara e do Senado. Infelizmente, neste dia o Congresso estava em recesso e não cruzamos com nenhum político a trabalho.

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Preparados para uma reunião com o Presidente do Senado?

Outro ponto que nos despertou interesse foi a Praça dos Três Poderes, a qual abriga os edifícios dos Três Poderes da República: Executivo, Judiciário e Legislativo. A enorme praça estava deserta e pudemos caminhar quase a sós por sua imensidão. Sem bancos e árvores, sentimos falta do calor humano que temos nas pracinhas do Brasil afora.

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De onde partem algumas das decisões mais importantes do país, o Palácio do Planalto

E foi ali que nos despedimos de Brasília: bem no meio dos Três Poderes, com uma visão 360 graus do conjunto de edifícios onde, teoricamente, está o cérebro das altas decisões nacionais. Apesar das construções serem lindas e exprimirem o espírito de progresso da capital, a solidão do local imprime, também, a distância real da política nacional e dos interesses do povo brasileiro.

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