Nem todos os lugares do mundo são unanimidades entre visitantes e aventureiros. Alguns gostam, enquanto outros nem tanto.

Contudo, uma coisa é certa: quando se fala de Surf, um dos esportes que mais têm crescido no Brasil, o norte do Peru é uma unanimidade. Mesmo para quem não é praticamente, como nós, é impossível não se impressionar com a extensão das ondas de praias como Huanchaco e Chicama, algumas das mais famosas do mundo.

Fim de tarde fantástico na Praia de Huanchaco, no norte do Peru.

E, mesmo desconhecendo um pouco desta fama, resolvemos seguir para as estas praias.

A nossa primeira parada foi em Huanchaco, uma praia bem agitada nas proximidades da cidade Trujillo, o maior centro urbano do norte do Peru. Por dois dias seguidos, curtimos as ondas e o clima roots da praia. A cidade vive e respira o Surf, o que atrai praticantes e aprendizes do mundo inteiro.

Nestes dois dias no Oceano Pacífico, tivemos a oportunidade de presenciar pores do sol inesquecíveis, quando o sol se esconde na interseção imaginária entre a linha do horizonte e do mar. Simplesmente fantástico!

O sol se “escondendo” atrás do Oceano Pacífico. Em destaque, duas surfistas curtindo as últimas ondas do dia.

E foi em Huanchaco, que tivemos a oportunidade conhecer a mais famosa das embarcações peruanas: o Caballito de Totora.

Construida à base de ramos e folhas de Totora, uma espécie de Palha, as canoas são utilizadas como meio de transporte lacustre ou marítimo a cerca de 3 mil anos. O seu nome, Caballito de Totora, se refere ao fato de os ocupantes da canoa se sentarem com as pernas abertas, como se estivessem montados em um cavalo.

Mas nem só de belas ondas vive a região de Trujillo. Bem ali, ao lado da cidade, se localizam importantes ruínas, dentre elas a Huaca de la Luna, a antiga capital da civilização Moche, e Chan-Chan, o antigo centro urbano do povo Chimu, um dos maiores impérios do período pré-incaico.

Ambas as ruínas são impressionantes, contudo não podemos negar o nosso encanto pelas verdadeiras obras de arte da civilização Moche. As pinturas, que ainda hoje cobrem as paredes da antiga pirâmide, e as obras de cerâmica, que estão expostas no museu, revelam trabalhos minuciosos de um povo obcecado pela arte e pela perfeição das linhas e figuras.

As pinturas magníficas da civilização Moche, na Huaca de la Luna.

Partimos de Trujillo e logo já estávamos alcançando a nossa próxima parada: a praia de Chicama.

Conhecida também pelo nome de Puerto Malabrigo, a praia de Chicama abriga a onda de esquerda mais extensa do mundo, podendo chegar a até quatro quilômetros. Mesmo entendendo pouco de Surf, ficávamos espantados com o comprimento das ondas e como elas fascinavam os surfistas que por ali se aglomeravam.

As famosas ondas de Chicama, as mais extensas ondas de esquerda do mundo.

Um certo surfista que, aguardava ansiosamente por sua onda perfeita, nos contou que ficara por quase um minuto e meio surfando uma mesma onda, um privilégio possível em pouquíssimos lugares do mundo.

E foi em Chicama que, depois de muitos e muitos dias dormindo em altitudes extremas, tivemos uma das noites mais inesquecíveis no Peru. Montamos o nosso acampamento, fizemos um delicioso almoço e passamos uma noite incrível, rodeados de muitas estrelas e das ondas de Chicama.

O dia amanheceu e com ele nos despedimos das extensas ondas de esquerda. Antes de seguirmos para o Equador, ainda tivemos dois dias preciosos em Máncora, no extremo norte do país.

Nossos 37 dias pelo Peru chegaram ao fim.

Deixamos o país repletos de grandes e intensas experiências. Que venha o Equador, o quinto país da nossa Volta ao Mundo de Carro.

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