A Guatemala é um país que está sendo descoberto pelo turismo.

A sua estrutura turística ainda é muito rudimentar se comparada com alguns de seus pares na América Central, como a Costa Rica e a Nicarágua.

Por um lado, principalmente no caso de viajantes como nós, isto é extremamente positivo, pois temos preços bem atrativos aliados à destinos incríveis e praticamente exclusivos. E este é o caso de Semuc Champey.

Neste dia, estávamos com o parque praticamente exclusivo para nós.

Localizado na região central do país e bem afastado da zona turística de Antigua e do Lago Atitlán, o acesso à este paraíso de águas é bem difícil, sendo cortado por estradas em más condições e completamente fora da rota turística “convencional”.

Fizemos um desvio que nos tomou três dias adicionais, mas que foi compensado pelas estonteantes águas esverdeadas de Semuc Champey.

A maior cidade no entorno é Cobán, contudo é o pequeno vilarejo de Lanqúin, que fica somente à 12 quilômetros de Semuc Champey, que serve de base para quem vai explorar o parque.

A sua estrutura rudimentar é um verdadeiro presente para os amantes da natureza, que têm a oportunidade de passar noites incríveis sob a luz do luar.

A maior viagem até Semuc Champey são estes 12 quilômetros que separam o parque de Lanqúin. A estrada, em situação deplorável de manutenção, dá lugar à sensação indescritível de cruzar por pequenas casas, incrustadas no meio da natureza, completamente isoladas da civilização e habitadas por descendentes diretos dos Maias, que ainda preservam intensamente a sua cultura.

Quando os moradores locais precisavam, alguns até conversavam em Espanhol, mas o habitual era falarem entre si por meio da antiga língua Maia Quiché, um dos símbolos da autenticidade cultural da Guatemala.

Todo o caminho, que dura cerca de uma hora, é um verdadeiro presente que ganhamos de Semuc Champey, que logo fez os nossos olhos brilharem para as águas tão esverdeadas e límpidas.

Hipnotizada pelas águas esverdeadas de Semuc Champey.

Entre um mergulho e outro nas águas do Río Cahabón, praticamente sozinhos nestas piscinas naturais, perdemos completamente a noção do tempo, que passou tão rápido frente aos nossos olhos.

Ainda completamente hipnotizados pelas diversas quedas d’água de Semuc Champey, nos demos conta que já era hora de percorrer os intermináveis 12 quilômetros de volta.

Momentos de relaxamento completo em Semuc Champey.

Nada que nos desanimasse, pelo contrário. O caminho seria diferente, pois, agora, teríamos a perspectiva inversa ao nosso favor.

De Lanqúin, voltamos à Cobán, onde passamos dois dias nos organizando antes de seguirmos rumo à Tikal, o nosso último destino na Guatemala.

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