A nossa entrada em Belize foi um tanto quanto desagradável.

Cruzamos a fronteira vindos da Guatemala no mesmo dia em que visitamos Tikal pela madrugada. Uma verdadeira maratona, que foi complementada pelo tratamento nada cordial que recebemos dos oficiais de Belize.

Pelo fato de o Brasil não possuir laços diplomáticos estreitos com o país, é exigido visto para a entrada de brasileiros. Fomos encaminhados para uma sala e ficamos ali por mais de uma hora em pé, até que, enfim, pudemos entrar e ser atendidos.

A oficial, ao invés de cumprir o seu trabalho, verificar os nossos documentos e liberar as nossas entradas, ficou ironizando os nossos passaportes e o documento do carro, como se o país que estávamos para entrar fosse uma primazia em organização e desenvolvimento.

Depois de uma burocracia ferrenha, com o seguro obrigatório do carro em mãos, conseguimos cruzar a fronteira mais complicada da América Central.

Já se passavam das três horas da tarde e ainda tínhamos um longo caminho pela frente: mais de 120 quilômetros até a principal cidade do país, Belize City, e depois um barco de quase duas horas até San Pedro, o maior vilarejo da Ilha Caye Ambergris.

Apesar de Caye Ambergris ter sido eleita por diversas vezes como uma das ilhas mais bonitas do mundo, a nossa ideia, inicialmente, era não incluir este paraíso em nosso roteiro.

Primeiro, por conta dos altos preços de hospedagem e travessia de barco, que sobrecarregariam muito o nosso orçamento. E segundo, pelo nosso tempo, que andava um pouco apertado, tendo em vista as nossas programações para o norte dos Estados Unidos e Canadá.

Contudo, uma proposta de parceria fotográfica com um hotel, o Victoria’s House, nos fez mudar os planos e incluir Caye Ambergris em nossa rota. Agora, só precisaríamos arcar com as despesas da travessia de barco.

A praia que fica em frente ao Hotel Victoria’s House.

Chegamos em San Pedro já no entardecer e vimos novamente as lindas cores do céu do Caribe. A cidadezinha, a maior da Ilha de Caye Ambergris, é bem movimentada e repleta de turistas abonados que se hospedam em luxuosos resorts.

Por conta de suas ruas muito estreitas, o principal meio locomoção por lá são aqueles carros usados em campos de Golf, facilmente alugados em hotéis ou lojas do centro de San Pedro.

Mas, o que torna esta ilha tão famosa? É ao redor de Caye Ambergris que se localiza a segunda maior barreira de corais do mundo, atrás somente da australiana.

Ao redor de Caye Ambergris se localiza a segunda maior barreira de corais do mundo.

Esta concentração incrível de fauna e flora marinha fizeram a barreira ser alçada ao título de Patrimônio Mundial da Unesco, em 1996.

Praticamente todo o turismo de Caye Ambergris gira em torno desta imensa concentração de corais. Mergulhos, praias paradisíacas e muita vida marinha estão no pacote.

Entretanto, como já era esperado, tudo em Belize tem o seu preço e, normalmente, sempre muito caro. Tentamos algumas parcerias com agências de turismo, mas as respostas não foram positivas.

Aproveitamos as praias da ilha, mas a barreira de corais deixamos em aberto para um futuro próximo. É sempre bom deixar algo para trás, pois assim teremos um bom motivo para voltar algum dia.

Enfim, assim esperamos, especialmente se formos tratados com mais cordialidade numa próxima vez.

COMPARTILHE
Artigo anteriorAs nossas impressões da Guatemala
Próximo artigoOs melhores destinos para viajar na Lua de Mel
Terra Adentro
Em outubro de 2016 partimos para a Expedição Extremos a bordo do Mochileiro, o nosso Land Rover Defender 110. O objetivo é visitar os lugares mais remotos dos cinco continentes, ao longo de três anos e meio, e contar tudo aqui no site.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here