Em nossa busca incessante pelos extremos deste mundo, não poderíamos deixar de conhecer aquele que é considerado um dos lugares mais quentes do mundo, o Vale da Morte.

Entrada do temido Death Valley, um dos lugares mais inóspitos do mundo.

Não é por acaso que o parque nacional, localizado no estado americano da Califórnia, ganhou este título, tendo registrado em 1913 a impressionante marca de 56,7° Celsius, uma das maiores temperaturas já registradas na face da Terra.

Muitos artigos consideram a região o lugar mais quente do mundo, apesar de existirem grandes divergências sobre este título.

Entretanto, é inegável que o lugar é completamente hostil. Fomos com a ideia de ficar de dois a três dias, mas o calor insuportável nos fez mudar os planos.

Placa dizendo que o Death Valley é o lugar mais quente da Terra, apesar de haverem divergências sobre este título.

Quando estávamos a caminho do Vale da Morte, ainda bem distante dos pontos mais quentes, já começávamos a sentir o intenso calor queimar a nossa pele.

À medida que acelerávamos o carro e a altitude ficava cada vez menor – inclusive abaixo de zero – sentíamos que este dia, se não fosse o mais quente de todos os tempos, estaria muito próximo das maiores temperaturas já registradas no Death Valley.

O calor aumentava à medida que entrávamos para dentro do Death Valley.

Parámos o carro em um pequeno vilarejo, carinhosamente chamado de Furnace Creek, que perfeitamente fazia jus ao seu nome.

O calor queimava a nossa pele e, quando surgiam algumas rajadas de vento, pareciam as mesmas rajadas que sentimos quando abrimos um forno, depois de vários e vários minutos assando um delicioso bolo.

Era praticamente impossível permanecer poucos minutos debaixo do sol, mesmo se fosse para registrar em uma foto a temperatura local, que se aproximava dos 53° Celsius ou o mesmo que os 127° Fahrenheit.

Foi difícil fazer esta foto debaixo do sol escaldante de quase 53 graus Celsius.

Sem dúvida alguma, foi o calor mais intenso que já sentimos em nossas vidas.

Mal sabíamos que o ponto mais quente do Death Valley ainda estava por vir, poucos quilômetros à frente de furnace Creek.

Neste lugar, encontra-se a depressão geológica conhecida como Badwater, que está localizada a 85,5 metros abaixo do nível do mar, sendo considerada um dos pontos mais baixos da terra.

Nestas terras, as temperaturas são ainda mais altas e a concentração de sal torna a pouquíssima água existente totalmente imprópria para consumo, de onde advém o nome de “badwater”.

Neste dia, a temperatura que já encostava na casa dos 53° Celsius em Furnace Creek, que estava praticamente ao nível do mar, fatalmente ultrapassava estas marcas em Badwater, um verdadeiro braseiro à céu aberto.

Parámos somente por uns cinco minutos, o que foi suficiente suportar, e logo estávamos à procura de um abrigo, onde pudéssemos nos esconder do sol e do vento, que juntos tornavam o lugar completamente hostil.

Nesta tarde, os termômetros chegaram a bater os 53 graus Celsius, o que nos fez ter a exata noção do que é viver dentro de um braseiro, considerado um dos lugares mais quentes e inóspitos do mundo.

Em Badwater, pudemos sentir na pele como era a vida dos antigos indígenas que habitavam estas terras e como foram tão corajosos em enfrentar tais condições hostis da natureza, completamente refutadas pelo homem moderno, mesmo com todos os avanços da tecnologia.

O fato é que o Vale da Morte ainda é assustador para o Homem, que mesmo no século XXI, ainda encontra enormes dificuldades para se adaptar à um dos lugares mais quentes e inóspitos do mundo.

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