Veículo

Viajar de carro por outros países requer um cuidado especial quanto aos itens exigidos para o automóvel. Além da documentação (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) e itens obrigatórios no Brasil (triângulo, extintor de incêndio, cinto de segurança para todos os passageiros, etc), listamos os demais itens que providenciamos para o mochilão com destino a Argentina, Chile e Uruguai.

  • Seguro Carta Verde
Seguro Carta Verde
O Seguro Carta Verde é exigido nos países do Mercosul

Contratar o seguro Carta Verde é obrigatório para quem quer entrar de carro em países do Mercosul. A carta tem o objetivo de cobrir danos pessoais e materiais causados a terceiros não transportados pelo veículo segurado. Adquirimos este seguro por meio da Porto Seguro, em nossa cidade, que apresentou o melhor preço entre algumas seguradoras que fizemos orçamento, inclusive na internet. A apólice pode ser contratada com antecedência, adquirimos o seguro um mês antes da viagem. Você escolhe o período da viagem, informa o modelo do carro (o que faz diferença no preço) e algumas informações pessoais. Para 45 dias de cobertura, pagamos R$257,20.

  • Soapex
Seguro Soapex
O Seguro Soapex é exigido no Chile para veículos estrangeiros

Além do Carta Verde, contratamos também o seguro Soapex. Encontramos algumas informações na internet que diziam que o Carta Verde substituía o Soapex, mas este post da rádio chilena Fueguina, na Terra do Fogo, informa que o seguro é obrigatório para veículos de outros países que desejam transitar no Chile. O Seguro Obligatorio de Accidentes Personales Causados por Vehículos Motorizados con Matrícula Extranjera cobre danos pessoais causados ao condutor, pessoas transportadas e terceiros afetados por um acidente de trânsito, envolvendo o veículo segurado. Contratamos o Soapex pela internet da empresa chilena Seguros Magallanes (www.segurosmagallanes.cl) e, assim que efetivamos o pagamento, já recebemos por e-mail o documento. Para 30 dias de cobertura, pagamos US$12,25.

  • Autorização para tráfego de veículo fora do território nacional

Para sair do Brasil com um automóvel que não está em seu nome ou que esteja alienado ao banco ou financeira, em caso de financiamento, é necessário obter uma autorização para tráfego de veículos fora do território nacional. Escrevemos um post com mais informações sobre essa autorização.

  • Cambão ou cabo de aço
Cambão para reboque
O cambão (ou cabo de aço) para reboque é um acessório obrigatório na Argentina

Na Argentina exige-se, como parte da legislação de trânsito do país, que o motorista tenha disponível um cambão rígido ou cabo de aço, em caso de necessidade de reboque do veículo. Optamos por adquirir o cambão rígido com resistência para até 2,5 toneladas, pois, além de ser a opção mais segura, é a única que pode ser utilizada no Brasil, em caso de emergência. É um item difícil de ser encontrado em nossa terra, pois é muito pouco utilizado. Procuramos em diversas oficinas e lojas de autopeças em nossa cidade e, como não o encontramos, acabamos comprando pelo Mercado Livre. Você também pode optar por comprar o cambão nas cidades fronteiriças de Brasil/Argentina ou Brasil/Uruguai. Mas nós preferimos sair com todos os itens obrigatórios desde o começo da viagem, poupando tempo ao longo do caminho.

  • Triângulo adicional

Na Argentina é obrigatório o veículo portar 2 triângulos de sinalização. Em algum eventual problema na estrada, você deve colocar um triângulo atrás e o outro à frente do seu automóvel. Esta exigência gera uma despesa “indigesta”, pois dificilmente precisaremos repor o triângulo que carregamos em nosso veículo, já que o utilizamos muito pouco. Mas, como viajaremos pela Argentina e não pelo Brasil, devemos respeitar o código de trânsito de nossos hermanos.

  • Kit de primeiros socorros
Kit primeiros socorros
Kit de Primeiros Socorros

Assim como um dia já foi exigido no Brasil, o Kit de primeiros socorros é obrigatório nos veículos que trafegam na Argentina. Pois é, os nosso vizinhos argentinos são bastante exigentes! Preferimos montar o nosso kit, comprando cada item separadamente, pois assim ficou bem mais em conta. Montamos o nosso kit da seguinte forma: 2 gases, esparadrapo, álcool gel, luvas, tesoura e 2 ataduras.

  • Adesivo de velocidade máxima (para veículos de grande porte)
Adesivo 110 km
Colando o adesivo em nossa caminhonete

Se você for transitar na Argentina com veículos de grande porte (pick-ups, trailers, vans, micro-ônibus e etc), é necessário colar na traseira do automóvel um adesivo que limita a velocidade máxima permitida. Em nosso caso, que viajamos de caminhonete, tivemos que afixar um adesivo de 110 km/h. Cada automóvel possui uma velocidade estabelecida, sendo que quanto maior o porte, menor a velocidade permitida. Não se esqueça de fazer este procedimento assim que entrar no país, pois a polícia caminera marca em cima desta exigência. Esses adesivos devem ser oficiais (fornecedor 3M) e normalmente são encontrados em postos de gasolina ou lojas de autopeças na Argentina.

  • Faróis baixos acesos

Quando viajar pelas estradas uruguaias, argentinas e chilenas lembre-se de manter permanentemente o farol baixo do seu veículo aceso. Não confunda o farol baixo com o farolete. Muitos brasileiros que viajam por estas bandas, por não estarem acostumados com esta prática, são constantemente abordados pelos policiais e, algumas vezes, advertidos ou multados. Então, para não se esquecer, cole um recadinho no volante ou nos faróis, até que você esteja adaptado com esta regra.

  • Lençol branco e fósforos: Mito

Existem lendas que os policiais argentinos exigem que o motorista carregue no seu veículo um lençol branco e fósforos. O lençol branco, em caso de qualquer acidente fatal, serviria como mortalha, para cobrir o corpo das pessoas acidentadas. Este item não é obrigatório pela legislação argentina, mas há relatos de mochileiros que, ao serem parados por policiais, foi pedido para que mostrassem o lençol branco. Acreditamos que esta ação se trata mais de um golpe na tentativa por conseguir alguma propina. Assim, o melhor a se fazer é imprimir o código de trânsito argentino e levá-lo em sua bagagem. Em caso de qualquer abordagem suspeita (corrupta!), peça ao guarda para lhe mostrar aonde está escrito esta exigência. Esta, pensamos ser a melhor estratégia. Com relação aos fósforos, sabemos que não é obrigatório portá-lo no veículo, porém não fazemos a mínima ideia para que serve, ou porque alguns policiais o cobram. Alguém sabe a origem deste mito?

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