A porta de entrada do Deserto do Saara e a cidade mais famosa do Marrocos é a peculiar Marrakech.

A Mesquita de Marrakech.

Sem dúvida alguma, escolhemos visitar o Marrocos na época mais adversa do ano. Chegamos no país em pleno mês de agosto, o auge do verão no Hemisfério Norte.

Até então, nossa passagem por Rabat, a fascinante capital do país, havia sido super agradável. A cidade é litorânea e o calor não estava tão forte mesmo em Agosto.

Marrakech, por outro lado, é no interior e o vento fresco que soprava do oceano não mais chegava até ali. À medida que fomos nos afastando de Casablanca, já foi possível sentir o calor que nos esperava em Marrakech!

Estrada para o Deserto do Saara.

Nossa parada na cidade foi estratégica: de Marrakech partimos para nossa expedição ao Deserto do Saara.

A cidade, que se desenvolveu rapidamente nos últimos anos por conta do turismo, tem um clima diferente das demais localidades do país. As avenidas são mais modernas, a medina é menos autêntica, algumas mulheres não usam burca e a praça central é lotada de atrações para os turistas. Mas nada que tira o interesse da cidade. Fomos para passar apenas um dia e ficamos uma semana. 

Como o calor estava insuportável, alugamos uma pousadinha há quatro quilômetros da medina e costumávamos ir todos os dias caminhando até lá. Sofríamos muito com o clima, principalmente a Sabrina que sempre estava de vestido comprido e um lenço nos ombros para respeitar as tradições. 

Mas mesmo assim, era divertido sair todos os fins de tarde para passear naquela confusa praça central.

Encantadores de serpentes, turistas tirando fotos com macacos, homens discutindo, vendedores e lojinhas de todo o tipo.

Um movimento constante, mas regularmente interrompido pela chamada de oração das mesquitas. Em Marrakech eram várias que, na hora do pôr do sol, compunham um coro perfeito e tomavam conta de toda a cidade. 

O Marrocos é verdadeiramente o país das cores, dos contrastes e das sensações à flor da pele!

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